Depois de a empresa brasileira ter sido privatizada para se fundir com a Boeing, a sócia norte-americana desistiu do negócio. Só para a preparação da fusão, a Embraer teve um gasto em torno de R$ 485 milhões após ser vendida. O motivo não oficial do cancelamento do contrato, estimado em US$ 4,2 bilhões, pode ser o fato de o setor de aviação ter sido atingido em cheio pela pandemia do coronavírus. Entretanto, ao ser questionada, a Boeing não deu muitas explicações sobre a mudança de planos. Limitou-se a dizer que a Embraer não atendeu às ‘condições necessárias’ para que o acordo fosse concluído. Tudo indica que a questão será resolvida na Justiça, no caso, dos EUA.
Lembramos que essa história começou com a privatização da Embraer, onde a parte comercial da empresa, considerada lucrativa, foi desvinculada e cobiçada pela Boeing. Mesmo sendo uma empresa sustentável e detentora de tecnologia de ponta, o governo resolveu vender a Embraer há cerca de dois anos. Agora, a empresa sofre prejuízos que poderiam ser evitados, depois da quebra de uma sedutora promessa e sonhos de um futuro promissor.
Importante: antes mesmo do processo de fusão ter sido iniciado, a Embraer já era referência mundial para o setor de aviação e tinha futuro promissor da forma como estava. Com as novas dificuldades, há a possibilidade, inclusive, de ter de recorrer ao governo para sanar dívidas.
