Privatização do Metrô de BH – nada de investimentos e aumento de tarifa

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No final de 2022, o Metrô de BH foi concedido à iniciativa privada. A promessa, como em todos os casos de venda de ativos do governo, era a de que os usuários seriam beneficiados com melhorias, muitas vezes também com a manutenção ou redução de tarifas cobradas. Nenhuma das duas coisas aconteceu até o momento. Ao contrário, o que se verifica é a piora dos serviços, segundo reclamações de muitos usuários, e o aumento dos preços dos bilhetes.

 

Nesta semana, foi anunciado um aumento das passagens do Metrô de BH, de R$ 5,30 para R$ 5,50. Isso torna o serviço o mais caro por quilômetro de trilho entre as capitais do país e a segunda mais cara em termos absolutos. O reajuste foi autorizado pelo Governo de Minas no dia 27/6, passando a valer desde 1º de julho.

 

Confira a tarifa do metrô em cada capital do país:

  • Rio de Janeiro: R$ 7,50
  • Brasília: R$ 5,50
  • Belo Horizonte: R$ 5,50
  • São Paulo: R$ 5,0
  • Natal: R$ 4,50
  • Recife: R$ 4,25
  • Porto Alegre: R$ 4,20
  • Salvador: R$ 4,10
  • Fortaleza: R$ 3,60
  • Maceió: R$ 2,50
  • João Pessoa: R$ 2,50
  • Teresina: R$ 1,00

 

Confira o preço do metrô por quilômetro de trilho em cada capital do país:

  • Belo Horizonte R$ 0,19
  • Rio de janeiro R$ 0,12
  • Brasília: R$ 0,12
  • Salvador: R$ 0,12
  • Porto Alegre: R$ 0,09
  • João Pessoa: R$ 0,08
  • Teresina: R$ 0,07
  • Maceió: R$ 0,07
  • Fortaleza: R$ 0,06
  • Natal R$ 0,05
  • Recife R$ 0,05
  • São Paulo R$ 0,04

 

Em relação às reclamações quanto à qualidade do Metrô de BH, em audiência pública realizada na ALMG em abril, metroviários denunciaram demissões em massa, más condições de trabalho, casos de assédio moral e precarização dos serviços. Não há notícias, desde a privatização, sobre melhorias estruturais ou de atendimento que foram realizados pela empresa responsável pelo Metrô de BH.

 

Nem sempre, como vemos, as privatizações são a melhor solução para o gerenciamento do Estado. Esse é mais um exemplo recente de como a medida pode ser um tiro pela culatra. Até mesmo porque existe a ideia bastante divulgada e ressaltada de que o Estado precisa ser o mais enxuto possível, mas é preciso considerar que há serviços que só o governo tem a capacidade de prestar sem atropelar os interesses da população.

 

Casos como esses precisam ser destacados, pois têm relação direta com a forma como os serviços prestados pelos Correios muitas vezes são considerados. São serviços essencialmente públicos ou podem ser concedidos à inciativa privada sem gerar prejuízos para a população? São essenciais, ou podem ser descartados?

 

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