O serviço de correios em outros países

O serviço de correios em outros países

Conheça como os serviços postais são prestados em alguns lugares do mundo. Há casos em que os governos mantêm as empresas de correios públicas, inclusive para que a atuação delas seja universal. É o caso do Canadá, da China e da Rússia. Em outros, como nos EUA, o segmento de encomendas foi privatizado e os demais segmentos se mantiveram públicos. Ou seja, mesmo na maior economia capitalista do mundo, o serviço de postal tem participação estatal.

 

United States Postal Service (USPS)

A empresa de correios norte-americana pertence ao governo. Foi fundada em 1775 e tem cerca de 630 mil funcionários. A receita da estatal é de cerca de US$ 70 bilhões anuais. O USPS, na verdade, foi desdobrado em duas empresas no passado (o segmento de encomendas foi comprado pela Fedex na ocasião). O USPS detém o monopólio de alguns serviços, como o de cartas, e tem um elevado índice de aprovação da população – 91%.

 

Canadá, China e Rússia

Os três países têm dimensões territoriais enormes, assim como o Brasil. Por isso, eles mantêm o serviço de correios sob controle do governo, para garantir a universalidade do atendimento à população. Na Rússia, além de entrega de encomendas, os correios também oferecem serviços financeiros.

 

Portugal

Os CTTs portugueses foram privatizados há cerca de cinco anos. Unidades de atendimento foram fechadas, houve aumento de tarifas e piora da qualidade dos serviços prestados. A agência reguladora no país que avalia as atividades dos CTTs constatou recentemente baixos índices no atendimento e na distribuição. Atualmente há uma discussão no país, que tem o apoio de grande parte da população, sobre a reestatização da empresa.

 

Argentina e Alemanha

Na Alemanha, os serviços postais começaram a ser privatizados em 1989. O país adotou um modelo que é considerado bem sucedido. A empresa de correios estatal foi dividida em três outras, de composição mista, com participação do governo. Subsídios foram mantidos por 15 anos e, em 2005, as estatais foram compradas pela DHL que é, hoje, a principal operadora logística no país, atuando no segmento de encomendas.

 

No caso da Argentina, o grupo que comprou do governo a empresa de correios não honrou compromissos financeiros relativos à aquisição. A privatização aconteceu em 1997, mas em 2003 a empresa voltou a ser controlada pelo governo.

 

Aqui no Brasil, há um caso recente de privatização que deu errado assim como a da empresa de correios na Argentina. O início da venda do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), começou em 2012, ainda no governo Dilma. O grupo que adquiriu a concessão não conseguiu realizar os investimentos e honrar compromissos financeiros previstos com a privatização. Atualmente, em processo de recuperação judicial, Viracopos acumula uma dívida de cerca de R$ 2,88 bilhões. Está novamente sob o controle do governo, desde 2017, que agora busca realizar uma nova licitação para passá-lo mais uma vez para a iniciativa privada.

 

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