Privatização da Telemig não garantiu direitos de empregados

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A privatização da operadora de telefonia aconteceu em 1998. É tida como um marco entre todos os processos de vendas de estatais já realizadas, principalmente sob o argumento de que houve a universalização dos serviços de telefonia no País. As linhas ficaram mais baratas e, portanto, mais acessíveis, como também aconteceu a disseminação dos celulares. Mesmo assim, atualmente as operadoras são recordistas de reclamações nos Procons em todo o País, sempre aparecendo no topo do ranking da má prestação de serviços aos consumidores. E o custo das ligações por celular, no Brasil, é um dos mais altos do mundo.

 

Conversamos com um colega dos Correios, que antes de ingressar em nossa empresa, trabalhava na Telemig. Com a privatização, ela se transformou em Telemar. Vários empregados foram mantidos no cargo e outros tantos demitidos. Ele conta que era comum os trabalhadores fazerem horas extras, após a venda da empresa, sempre registradas em um caderno pela chefia das equipes, com a promessa de compensação por meio de banco de horas.

 

Muitos profissionais, que resolveram se desligar da Telemar no período subsequente à privatização buscaram na Justiça do Trabalho a remuneração por essas horas extras. A quantidade de processos contra a empresa nesse sentido chegou a um número bastante grande. À medida que os empregados buscavam receber os valores devidos, os registros das chefias “misteriosamente” sumiam. Muitos colaboradores tiveram dificuldades para provar o tempo extra dedicado à empresa.

 

Por conta dos inúmeros processos na Justiça, o presidente do Brasil à época, Fernando Henrique Cardoso, pediu ao Ministério do Trabalho que cancelasse todos eles. Assim, ninguém recebeu nada. A alegação era a de que os novos donos precisavam de um “fôlego inicial” para organizar a casa.

 

Esse é só um exemplo de um dos problemas enfrentados pelos empregados, que aconteceu no período pós-privatização da Telemig. Vieram outros e foram tratados do mesmo modo: desconsiderando os direitos dos colaboradores e jogando a conta no colo deles. Por isso, a história de estabilidade para os empregados dos Correios tem uma lógica similar. Apesar de prometida pelo relator do PL 591 (o projeto de lei da privatização), nada está garantido. No caso da Eletrobras, por exemplo, a estabilidade prometida pelos parlamentares – que privatizaram a empresa – foi vetada pelo Presidente da República.

 

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