Com a pandemia, nos meses de março, abril e maio, as empresas puderam deixar de fazer os depósitos relativos ao FGTS, como forma de minimizar despesas com encargos. Mas os valores precisavam ser repostos a partir de junho, de maneira parcelada nos seis meses seguintes. Essa foi uma determinação do governo expedida por meio de Medida Provisória, à qual os Correios aderiram.
O problema é que os nossos colegas perceberam que não vem sendo feito o depósito das parcelas do FGTS relativas a março, abril e maio. Cada uma das parcelas deveria corresponder a 1/6 do valor acumulado. Em julho e agosto já deveriam ter sido creditadas essas parcelas. Questionados sobre o assunto, os Correios não responderam. Também questionada a respeito, a Caixa não se manifestou.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, o vice-presidente da ADCAP, Marcos Cesar Alves, afirmou que o prejuízo para nossos colegas já é concreto. “Os trabalhadores que estão na ativa estão sem o crédito no seu saldo do FGTS e isso não está rendendo, não está sendo aplicado. E os trabalhadores que já são aposentados pelo INSS, que recebem esses créditos direto na sua conta corrente, não estão recebendo”. ADCAP está acompanhando a situação para saber o que houve. “Ou os Correios não pagaram, ou a Caixa não pagou. Uma das duas estatais está lesando os trabalhadores”, conclui Marcos.
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