Soluções para os Correios?

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Os Correios têm sido assunto na mídia nacional em frequentes matérias recentes e, dessa vez, por motivos negativos. Após apresentar um balanço onde salta aos olhos um prejuízo de R$ 2,6 bilhões, os gestores da empresa resolveram suspender as férias e o teletrabalho, entre outras medidas, como forma de reduzir a dívida. A Direção da empresa também já afirmo que irá mexer no plano de saúde dos empregados.

 

Abaixo estão os principais pontos críticos que a empresa pública vem enfrentando. Em live realizada pela ADCAP no dia 7/5, com a participação do candidato, Maurício Lorenzo, apoiado por nossa Associação às Eleições do Conselho de Administração (CA) dos Correios, ele abordou todos esses problemas enfrentados pela empresa pública. Veja abaixo o que ele falou.

 

Situação econômico-financeira crítica: há rumores de que os Correios estão com o caixa se desfazendo, com a possiblidade de se tornar dependente do Tesouro Nacional. Além disso, muito já se falou em atrasos em pagamentos (FGTS, fornecedores, repasses à Postal Saúde) e suspensão de serviços essenciais como transporte.

 

 “Quando a empresa se torna dependente, ela perde a sua autonomia. Ela passa a depender de dotação orçamentária. E aí, a gente sabe como funciona a administração pública. Muitas vezes os recursos não chegam no tempo necessário, ou não chegam na quantidade necessária. Isso para uma empresa que opera num mercado competitivo como o nosso, é fatal.”

 

Perda de competitividade e agilidade: os Correios demonstram dificuldade em se adaptar às transformações do mercado, especialmente no setor de encomendas e logística, que é altamente competitivo. Os modelos de negócios e operações são considerados anacrônicos e inadequados às exigências atuais dos clientes.

“Isso inclui, por exemplo, uma revisão de estruturas de custos. Ela realmente compromete a competitividade de nosso serviço. Nós temos que ter outras formas de relacionamento, de parcerias. Precisamos compreender que é necessário atrair capital privado para o nosso negócio, porque a nossa capacidade de investimento ainda mais nesse momento que nós estamos vivendo é muito pequena em relação a aquilo que a gente efetivamente precisa.”

 

Problemas de gestão e governança: há uma forte crítica à falta de profissionalização na gestão, com indicações de natureza político-partidária e aparelhamento interno. Menciona-se uma alta rotatividade de dirigentes (quatro diretores de Negócios e de Operações em pouco tempo) e a ausência de empregados de carreira na Direção da empresa, apesar da existência de profissionais qualificados internamente. A falta de um plano de funções efetivo desde 2008 também é um problema, limitando a ascensão profissional dos empregados.

“O Conselho de Administração, os conselheiros, os conselheiros representantes dos trabalhadores, eles realmente precisam atuar de forma diligente, para assegurar que as medidas sejam adotadas. Essa é uma das nossas principais preocupações, que, efetivamente, estariam aí à frente da nossa atuação.”

 

Falta de um plano de recuperação claro e comunicado: apesar da crise, não há um conhecimento público ou interno de um plano de recuperação, ou de plano de continuidade de negócios, que enfrente os problemas de forma estruturada e conscientize a força de trabalho.

 

“A gente não conhece efetivamente um plano de recuperação, um plano de continuidade de negócios que enfrentem esses problemas, que conscientizem toda a força de trabalho para aquilo que nós estamos vivendo. Então essas medidas precisam ser colocadas de mediado.”

 

Estrutura de custos elevada: a empresa possui um custo fixo muito alto, o que compromete a competitividade dos serviços. As margens de contratação estão muito localizadas em transporte e mão de obra, afetando diretamente a operação.

 

“Nós temos hoje um custo fixo muito elevado e as margens que a gente tem de contratação estão muito localizadas em transporte e mão de obra, justamente aquilo que afeta a nossa operação. O Conselho de Administração passou a exigir um acompanhamento dos resultados da empresa, efetivamente, todo mês, para orientar ações de redução de despesa e aumento de receita. O Conselho de Administração acompanhando o desempenho econômico financeiro da empresa pode, por exemplo, orientar efetivamente a Direção num cenário de grande dificuldade, como é o que nós estamos enfrentando.”

 

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