Efeitos da privatização dos correios em Portugal

Após cinco anos dos CTT portugueses terem passado pelo processo de privatização, já acontece um debate no país para que o processo seja revertido. A qualidade operacional da empresa caiu, agências foram fechadas e tarifas ficaram mais caras. Localidades onde os CTT estavam presentes não têm mais atendimento da empresa.

 

O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Manuel Machado, em recentes declarações, deixou claro sua opinião sobre a atual condição da qualidade dos CTT. Para ele, o serviço de correios em Portugal está em uma condição “inaceitável”, que tem de ser corrigida e, “se necessário, com intervenção direta do Estado”. O presidente da ANMP ressalta que o problema é decorrente de um “erro humano, um erro de cálculo e de um erro político”.

 

Em comunicado emitido no dia 25/11, o governo federal português expressou: “Os CTT sempre tiveram, sob gestão pública, resultados muito relevantes, quer na perspectiva econômica, quer na ótica do serviço, funcionando sempre como um instrumento de coesão social e territorial”. Diante da recomendação feita pelo governo, os correios portugueses já deram sinais de que irá reabrir representações em localidades que deixaram de ter unidades da empresa. O presidente da comissão executiva dos CTT, João Bento, ouvido no Parlamento, disse que a operadora postal iniciaria um processo de reabertura de estações encerradas em 2018.

 

A história dos correios portugueses tem semelhanças com o do Brasil. De condição de admiração pela população e funcionamento impecável, os CTT passaram a uma situação precária. O processo de venda afastou a empresa da prestação de serviços públicos e de comunidades que dependiam dos correios portugueses como forma de se conectarem a outras localidades do país.

 

Por aqui, vemos a situação se repetir. Atualmente os nossos Correios detêm muita credibilidade entre a população brasileira. É a terceira instituição mais querida e lembrada no País, perdendo apenas para os Bombeiros e a família. A estatal também conta com elevado índice de qualidade operacional: 98%. Isso quer dizer que de 100 encomendas, 98 são entregues rigorosamente no prazo. Na avaliação feita pelo governo federal brasileiro, por meio da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), os Correios figuram no nível 1, o mais elevado, quanto à gestão corporativa. Se é assim, temos que refletir: faz sentido mexer no que está dando certo?

 

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