Em 14 de junho, o processo de venda da Eletrobras foi finalizado, com a abertura de capital da empresa pública por meio da oferta de ações na Bolsa de Valores. Com isso, o governo federal deixou de ser o sócio majoritário da ex-estatal. Mesmo assim, a União ainda mantém alguns privilégios, como o poder de veto em decisões estratégicas.
Todo o processo levou pouco mais de um ano – foi iniciado em fevereiro de 2021. O montante total arrecadado com a privatização foi de R$ 29,3 bilhões, desconsiderando lotes adicionais que pode elevar esse valor até R$ 33,7 bilhões. É o maior resultado nesse sentido, desde a venda da Telebrás.
Contudo, a dúvida que ficou no ar é: com a venda, o custo da energia será mais barato para o consumidor? Especialistas afirmam que não. O professor Giovani Clark, doutor em Direito Econômico e professor da Faculdade de Direito da UFMG e do Programa de Pós-graduação em Direito da PUC Minas, afirma que em países considerados desenvolvidos o sistema federal elétrico é considerado como questão de segurança nacional. Ele completa que, na Europa, empresas como a Eletrobras foram vendidas e agora passam por um processo de reestatização.
Aqui no Brasil, o tempo mostrará se a venda da estatal foi uma boa decisão ou não. Veremos…
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