No final de abril, aconteceu o leilão para a concessão dos serviços da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae). Com a iniciativa, o governo do RJ arrecadou mais de R$ 22 bilhões. O processo começou em 2016, sendo que a lei que autorizou a privatização somente passou a vigorar em 2017. O leilão só pôde ser realizado neste ano depois que sucessivos revezes relacionados a essa lei serem superados pelo governo do Estado. Como contrapartida para a venda da Cedae, são esperados cerca de R$ 35 bilhões de investimentos por parte dos compradores, nos próximos 35 anos.
Para os defensores da privatização da Cedae, a iniciativa era necessária pois a Companhia apresentava inúmeros problemas: esgoto sem tratamento em vários municípios, baixa capacidade de investimento, governança precária. Para os grupos contrários, a realidade é outra. Foram alardeados 45 mil empregos diretos e indiretos a serem criados nos próximos anos, por conta da venda da Cedae. Os representantes dos empregados afirmam que a situação será inversa, pois o risco é de enxugamento de até 80% do quadro de 5 mil funcionários.
Outra consequência prevista é o aumento de tarifas, de acordo com economistas e representantes dos empregados. Segundo entidades sindicais, o plano de concessão feito pelo BNDES prevê o preço de R$ 1,70 para cada metro cúbico de água. O valor estaria subvalorizado, tendendo a causar prejuízos aos cofres públicos, que precisarão arcar com a diferença entre o custo real e o praticado. Os cálculos feitos pelas entidades sindicais apontam que esse valor deveria estar na casa dos R$ 2,30.
Já os investimentos previstos, em torno de R$ 30 bilhões, também somente poderiam ser realizados com o aumento das tarifas. Com a privatização, há a perda de imunidade tributária por parte da Companhia. Assim, o financiamento desse custo aconteceria de forma indireta, jogando a conta no colo da população que usufrui dos serviços da Cedae. Sem aumentar tarifas, não haveria fôlego financeiro para a Cedae cumprir a contrapartida.
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