Apagão no Amapá – o privado não é 100% eficiente

Apagão no Amapá – o privado não é 100% eficiente

Existe um mito entre agentes do mercado econômico que prega: tudo o que é privado funciona maravilhosamente bem. Do outro lado, estaria o Estado, com suas empresas ineficientes e desnecessárias. Acontece que na vida nada é 8 ou 80. O recente episódio do apagão no Amapá mostrou isso muito bem.

 

Durante quase 20 dias, cidades do estado da região Norte do País ficaram completamente no escuro. Comerciantes prejuízos e o dia a dia de milhares foi tornou-se uma confusão. Tudo aconteceu por conta da ineficiência da empresa de energia do Amapá, uma concessionária de serviços públicos, que é privada. Simplificando a história, um transformador apresentou defeito, não foi substituído, o backup também falhou e o sistema inteiro caiu.

 

Enquanto oficialmente não se punem os culpados pelo grande transtorno e prejuízo provocado à população do Amapá, o episódio trouxe à tona a discussão sobre a solução das privatizações como forma de deixar o Estado mais eficiente, transferindo certas responsabilidades do governo para o setor privado. A lógica é a de que as privatizações trariam todas as respostas para as necessidades da população, livrando o Estado de custos desnecessários. Mas nem sempre as coisas funcionam tão bem assim.

 

Com o apagão, o governo federal precisou intervir (lembramos que com muita demora, inclusive) enviando transformadores substitutos ao Amapá de maneira a reestabelecer o fornecimento de energia elétrica. Se o setor privado fosse sempre sinônimo de eficiência e confiabilidade, o problema não teria acontecido. Em diversos serviços transferidos para o setor, há muito foco no próprio lucro e pouca atenção com os consumidores.

 

Pegando um exemplo clássico de concessão, que inclusive é citado como exemplo de privatização bem sucedida, temos as Teles. A venda das empresas de telefonia aconteceu no governo FHC, sob o argumento de universalização do serviço. O processo foi um marco histórico com relação às privatizações já realizados no País. Realmente a universalização veio, mas com um alto custo para o consumidor.

 

A telefonia no Brasil tem uma das taxas mais altas do mundo. Ao mesmo tempo, também é o serviço com recorde de reclamações nos órgãos de defesa dos consumidores. Não há registro no País de apagão relacionado aos serviços de telefonia, mas há muita gente lesada pelas operadoras, por diversos motivos – cobranças indevidas, sinal ruim, altas tarifas… Isso é eficiência?

 

#SomosEssenciais #TodosPelosCorreios

 

Acompanhe as publicações da campanha Todos Pelos Correios! Os conteúdos estão disponíveis no site www.todospeloscorreios.com.br e nos perfis de redes sociais – FacebookInstagram e Twitter. Cadastre-se também no Whatsapp (61) 99448-7766. Curta e compartilhe as informações com todos.

Deixe uma resposta