Há uma campanha em andamento contra um dos maiores bens do povo brasileiro: os Correios. O governo federal vem afirmando que a empresa passa por problemas que não têm solução. De fato, os Correios precisavam de certos ajustes, mas estes já foram iniciados bem antes mesmo do atual governo tomar posse e anunciar a intenção de vender a empresa. Veja por que os argumentos favoráveis à privatização dos Correios não são verdadeiros:
- Histórico de interferência política na gestão da empresa
A empresa, na verdade, está servindo como “boi de piranha” quando o assunto é privatização. Atualmente os Correios detêm certificado de Nível 1 do indicador de governança IG-Sest. Historicamente, os focos de corrupção foram mais presentes em estatais com faturamento muito superior ao dos Correios e também em grandes empresas privadas. Quanto se apurou de desvios nos Correios?
- O brasileiro irá pagar o pato do rombo do fundo de previdência dos Correios, o Postalis
Quem está pagando o déficit do Postalis são os próprios empregados (com desconto direto em folha) e a patrocinadora, no caso os Correios. Esse dinheiro não sai do bolso do brasileiro. Seria melhor que o governo apoiasse o trabalho do MPF na recuperação dos desvios nos grandes fundos de pensão e na punição dos responsáveis, além de corrigir de vez o trabalho da Previc na supervisão desses fundos.
- O brasileiro irá pagar o rombo do plano de saúde dos empregados dos Correios
A Postal Saúde, que gerencia o plano de assistência da estatal, é custeada pelos próprios Correios, que não dependem do Tesouro Nacional.
- Sindicalização e greves constantes afetam os serviços
Sindicalização e greves são direitos dos trabalhadores previstos em lei. Além disso, os Correios são a terceira instituição mais querida dos brasileiros, ficando atrás somente dos Bombeiros (1ª) e da Família (2ª). Os Correios têm essa reputação porque, atualmente, o índice de qualidade dos serviços chega a quase 100% de satisfação.
- Os Correios são uma barreira logística para o empresariado
Os Correios estão do lado dos empresários e são grandes fomentadores do segmento. A empresa tem agências em todas as 5.570 cidades e 800 distritos brasileiros e, por isso, tem papel de integração nacional. Além disso, 90% de todas as lojas virtuais utilizam os serviços dos Correios nas entregas dos produtos vendidos. Os Correios também patrocinam o Ciclo MPE, iniciativa de promoção do comércio eletrônico em todo o País.
- É agora ou nunca: o ativo se tornará um passivo invendável
Os Correios são um ativo valioso para o Brasil. É necessário que o Ministério da Economia não interfira nocivamente, retirando dividendos além do previsto em lei, congelando tarifas sem necessidade para assegurar votos em eleições ou impedindo a empresa de se desenvolver com a ampliação de seus negócios, como já fez no passado.
- “Vaca indo para o brejo”: mesmo com imunidade tributária de R$ 1,6 bi ao ano, não paga dividendos ao Tesouro desde 2014
Os Correios já fazem um excelente trabalho ao universalizar os serviços postais, sem precisar do Tesouro Nacional, num país que tem dimensões continentais e grandes diferenças regionais. Se o Ministério da Economia não tivesse retirado dividendos em excesso no passado e nem congelado as tarifas postais por dois anos, a Empresa estaria hoje em condições financeiras melhores. Em 2017 e 2018, o balanço dos Correios foi positivo, ainda que com o sacrifício de benefícios dos empregados.
- Risco fiscal: R$ 21 bi no teto de gatos
Os Correios não dependem de recursos do Tesouro Nacional para seu custeio. Quais os ricos fiscais atribuídos a outras estatais, programas e ações do Governo Federal? Um número descontextualizado não diz nada.
Acesse o site www.todospeloscorreios.com.br e siga as redes sociais da campanha – Facebook, Instagram e Twitter. Use a hashtag #TODOSPELOSCORREIOS. Cadastre-se no Whatsapp (61) 99448-7766. Curta, compartilhe!
