Produtividade no setor público

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Uma das narrativas frequentemente espalhadas em diversos canais de comunicação, principalmente em redes sociais, é a de que o setor público é improdutivo. Sabemos que há inúmeros problemas a serem corrigidos nessa esfera, mas precisamos em primeiro lugar considerar alguns fatos:

  • não há como o setor público deixar de existir. Sempre haverá a necessidade de o Estado regular atividades, pois a ação pura do mercado em sua expressão máxima nunca existiu. Se não houver Estado, uma economia predatória toma conta. A maior prova disso foi a criação das leis em defesa do consumidor, comuns nas economias mais expressivas do mundo.
  • Em muitos casos, os problemas no setor público são decorrentes de má gestão. Há como implementar ações para que essas distorções sejam corrigidas e melhorar o atendimento à população. Um exemplo é a redução da interferência política nas empresas e instituições públicas. É preciso diminuir o número de indicações políticas e deixar os técnicos trabalharem.

Há estudos que mostram maior produtividade no setor público com relação ao privado. Um deles foi feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), entre 1995 e 2006. Os dados mostraram um índice de produtividade na esfera pública quase 50% em média (mais precisamente, 46,6%) maior do que na iniciativa privada.

 

Mais recentemente, no Judiciário, servidores de diversos tribunais bateram recordes de produtividade. No Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), por exemplo, o aumento do desempenho dos colaboradores foi de 40% desde o início da pandemia, com trabalho intenso dos servidores (muitos deles exercendo as atividades remotamente) que permitiram viabilizaram milhares de audiências e sessões de julgamentos.

 

Mesmo com a pandemia, agentes de segurança pública continuaram trabalhando nas ruas ou nas unidades prisionais, independente do risco de contaminação pelo coronavírus. A ciência brasileira também mostrou seu valor, com docentes de universidades públicas e pesquisadores orientando acadêmicos e dando continuidade a projetos (sob o risco de perder anos de trabalho). Alguns desses estudos são voltados a pesquisas para a prevenção da COVID e o desenvolvimento de vacinas.

 

E não podemos nos esquecer dos Correios, que foram considerados como prestadores de atividades essenciais. A estatal garantiu a continuidade de negócios de diversas empresas no País, mantendo a sua operação e realizando inúmeras entregas de todos os tipos de produtos.

 

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