Na semana passada, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, admitiu a veículos de imprensa que o governo federal suspendeu as privatizações neste ano. A meta de estabilização da dívida pública pela equipe econômica, que tinha como um dos principais instrumentos a venda de estatais, já não é mais considerada prioridade.
Já o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, fazendo um contraponto ao secretário do Tesouro, disse que a agenda de privatização da Eletrobras e dos Correios está mantida. Segundo ele, também continuam em andamento os processos de venda de empresas públicas de saneamento básico nos Estados do Acre, Alagoas, Amapá e Rio de Janeiro.
Entretanto, no dia 23/04, o próprio secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, reforçou a declaração de Mansueto de que o governo não vai tentar vendar mais nada em 2020. Ele prometeu retomar o programa com mais intensidade a partir 2021. De acordo com o secretário, a recessão econômica que afeta todo o planeta desvalorizou o preço dos ativos.
Por causa da pandemia do coronavírus o mundo todo parou. Especialistas em políticas públicas já haviam dito que o contexto atual não é favorável para privatizações. Os governos dos países têm destinado elevados recursos financeiros para combater a proliferação do vírus. A tendência é de aumento substancial de gastos públicos. Como nos processos de privatização parte do crédito usado é disponibilizado por instituições governamentais de fomento, financiando parte dos recursos dos compradores interessados, faltará verba para essa finalidade.
Nesta semana, aconteceu um fato curioso. Houve uma queda brutal no valor dos ativos de empresas petrolíferas, por conta do baixo preço que atingiu o barril de petróleo nos mercados mundiais. Mesmo assim, não aconteceu qualquer manifestação por parte da equipe econômica do governo quanto à venda da Petrobras, algo que já foi cogitado no início do atual governo. Esse é um claro reflexo dos tempos atuais, de um ambiente sem lugar para a venda das estatais.
É importante lembrar que alguns serviços públicos foram considerados fundamentais por conta da pandemia. Os postais estão entre eles. No atual momento, os Correios se destacam ainda mais como agente do governo que ajuda a transportar itens de saúde, como remédios e material para pesquisas contra o coronavírus, entre outros produtos necessários para a população. A empresa exerce também o papel de integrar diversas localidades do País, ajudando a economia em um momento de instabilidade.
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