Eleições do Postalis – votação até 14 de julho!

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Na última terça-feira (7/7), a ADCAP promoveu um encontro virtual com os candidatos da Chapa 1, que alertaram – até então, apenas 4,5% dos votantes haviam manifestado sua opção no pleito. Esse índice representa somente 4.430 eleitores, de um total de 99.311. Diante do cenário de alta abstenção, a ADCAP e os candidatos da Chapa 1 (apoiada pela ADCAP, Findect, FAACO e APECT) lançaram um desafio de engajamento em massa.

 

A orientação é que cada associado mobilize de três a cinco colegas para garantir uma votação expressiva. O sistema de votação digital segue operando ininterruptamente, dia e noite, e será encerrado impreterivelmente na terça-feira, 14 de julho, às 17h (horário de Brasília).

 

Durante o evento, o presidente da ADCAP, Roberval Borges, e o conselheiro Edgar Cordeiro enfatizaram que o pleito atual reflete o embate entre dois campos de atuação completamente distintos para o futuro do fundo de pensão:

  • Chapa 1 (campo independente): defende uma atuação autônoma, técnica e blindada contra interesses partidários ou pressões da patrocinadora (Correios), focando exclusivamente na salvaguarda dos direitos dos participantes.
  • Chapa 2 (campo de adesão): é apontada pelas lideranças da ADCAP como uma ala de forte vinculação política e proximidade com a atual gestão do instituto e da patrocinadora.

 

“Nós já sabemos muito bem o que a interferência política fez no passado do Postalis. A consequência está no seu contracheque: contribuição extra mensal de 23,21%, desconto de 75% no 13º salário, redução da pensão por morte para 50% e extinção do pecúlio”, alertou Edgar Cordeiro, lembrando que membros alinhados à empresa no passado recente votaram a favor do polêmico plano de transição previdenciária.

 

Para assegurar o enfrentamento técnico necessário dentro dos colegiados, a ADCAP reiterou o apoio a nomes com sólida formação corporativa:

 

Conselho Fiscal: Fábio Conde (titular) e Pedro de Alcântara (suplente)

Ex-presidente do próprio Conselho Fiscal do Postalis por quase três anos e ex-gerente financeiro dos Correios, Fábio Conde é graduado em Administração e Ciências Contábeis, com MBA em Finanças. Conde ressaltou que o Conselho Fiscal é um órgão estritamente técnico de controle contábil. Ele argumentou que, se o Postalis tivesse contado com uma fiscalização rígida e independente no passado, a categoria não estaria pagando contribuições extraordinárias hoje.

 

Conselho Deliberativo: Anézio Rodrigues (titular) e Gilberto Matos (suplente)

A chapa atua em parceria direta com Edgar Cordeiro (cujo mandato vai até 2028). Gilberto Matos, carteiro aposentado de 59 anos, graduado em Administração com ênfase em Gestão de Negócios e ex-conselheiro da Postal Saúde durante o período crítico da Covid-19, detalhou os quatro pilares da candidatura:

  1. recuperação de reservas financeiras de forma agressiva;
  2. punição e responsabilização judicial rígida contra quem lesou o fundo;
  3. governança participativa, exigindo o retorno do direito de eleger diretores executivos;
  4. comunicação efetiva e transparente, evitando falhas graves como as que retiveram associados na malha fina do Imposto de Renda.

 

O novo Plano CD e o rombo do BNY Mellon

A live também serviu para esclarecer temas complexos de previdência complementar que impactam diretamente o bolso dos trabalhadores.

  • As armadilhas do Plano CD (Contribuição Definida): atualmente em análise na Previc, o novo plano dará 60 dias para migração (opcional) assim que for aprovado. Edgar Cordeiro explicou que o modelo é rígido: para migrar, o participante terá que pagar o rombo do Postalis à vista, pois o instituto deduzirá o valor do déficit acumulado (23,21% para ativos e 8,7% para assistidos) diretamente da reserva matemática individual no ato da transferência. Além disso, o benefício acaba quando a reserva individual se esgotar e exige a renúncia obrigatória a ações judiciais contra o plano BD.

 

  • O enfrentamento ao BNY Mellon: a ADCAP relembrou que move processos bilionários contra o banco americano no Brasil e nos Estados Unidos para reaver o rombo estimado em R$ 8 bilhões. Roberval Borges defendeu a legalidade da liminar obtida pela ADCAP que determina o depósito judicial das contribuições extras dos associados, protegendo os recursos em conta sob tutela da Justiça até que o mérito da responsabilidade do banco e da empresa seja julgado definitivamente.

 

Guia do eleitor

Quem pode votar?

Todos os aposentados (assistidos) que recebem pelo menos um benefício do Postalis, e empregados da ativa que participem do plano BD ou do PostalPrev (mesmo quem cancelou o BD, se manteve o PostalPrev, está apto). Pensionistas puras não votam, exceto se forem titulares de plano próprio.

 

Como gerar a senha?

Basta acessar o site oficial de votação do Postalis, inserir o CPF e clicar em “Gerar Senha”. O código será enviado por SMS ou e-mail.

 

Resolução de problemas técnicos

Caso o sistema apresente mensagens de erro ou instabilidade, a coordenação da campanha orienta o eleitor a mudar de navegador de internet (substituir o Google Chrome pelo Mozilla Firefox ou Microsoft Edge) ou alternar o acesso entre o celular e o computador. Erros de envio de senha geralmente indicam dados cadastrais desatualizados na base do Postalis. Os Núcleos egionais da ADCAP mantêm equipes de plantão para auxiliar os associados na emissão de senhas e conclusão do voto.

 

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES! 💚🤜

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